OBSERVAÇÃO DA LUZ

Olá pessoal, nessa matéria quero convidar vocês a voltar no tempo, separei algumas obras de pintores renomados do período Barroco que aconteceu meados do séc. XVII e XVIII, para uma análise da iluminação, uma vez que as obras são elemento de linguagem visual, que acarretam informações relevantes para se inferir reflexões e interpretações sobre o modo de vida passado, sendo assim, podemos compreender como a iluminação era aplicada aos interiores.

Iluminacao_vela_eurolume
Godfried Schalcken – Lady Trying The Earrings Before a Mirror (1670)

Na primeira obra, do pintor Godfried, relata uma personalidade feminina, provando uma jóia, a iluminação do ambiente se dá por uma vela em cima de um castiçal, nesse período não existia a lâmpada elétrica que usamos hoje em nossas casas. A vela foi o principal meio de luz artificial por muitos anos, levavam como matéria prima a cera de abelha ou sebo de animal. A vela de cera de abelha tinha seu valor elevado e pouca disponibilidade, reservadas apenas as pessoas com maior poder aquisitivos. Portando as velas de sebo eram as mais comuns, por serem mais acessíveis, já que eram extraídas de animais como bois e ovelhas.

O castiçal é utilizado como o suporte da vela, arriscaria dizer que nesse caso atua como a luminária, uma vez que a luz pode ser conduzida através do mesmo.  Podemos encontrar ainda hoje modelos parecidos à venda, porem com a função voltada mais para decoração do que iluminação principal.

iluminacao_lampiao_vela_eurolume
Gerrit Dou – Dutch (Leiden 1613 – 1675)

Na segunda imagem, obra do pintor Gerrit Dou, temos dois pontos de iluminação artificial, o primeiro na mão da personalidade masculina em pé, e a segunda uma lamparina sobre a mesa, que tem como função controlar a intensidade da vela e a transportar com mais facilidade. A representação feita pelo artista de luz e sombra passa bem a informação de uma luz baixa, com tonalidade quente característico do fogo. Esses modelos de lamparina são usados  ainda hoje para compor decoração de eventos, principalmente festas de casamentos.
O pintor utiliza a luz para chamar atenção em certos pontos, observe que as mãos dos personagens estão focalizadas e pode-se perceber a preocupação e cautela da personalidade feminina para com o personagem masculino sentado. Nossos olhos são direcionados pela luz.

Na terceira e última imagem, “A nova mãe”  há presença de apenas um fonte de iluminação, porem diferente das outras imagens, a luz é natural, vindo das janelas.

 

quadro 3
Gerrit Dou, The Young Mother – 1675

Entretanto podemos notar duas luminárias a primeira um castiçal em cima do móvel e a segunda um lustre candelabro ao teto, que na época era sinônimo de status, só os nobres possuíam lustres, feitos sobre encomenda por artesãos. Utilizados apenas em ocasiões especiais, pois era necessário descer o lustre para colocar e acender as velas.

Em questão ao design das luminárias ainda hoje podemos encontrar os modelos citados com facilidade no mercado e são utilizadas para compor ambientes em gerais. Mas referente à fonte de luz, tivemos uma grande evolução do fogo ao LED. Fico imaginando o cheiro de sebo de animal queimando, rs rs –  Hoje temos o LED que não possui cheiro, rs rs e nem o calor. Imagino também o transtorno descer um lustre pesado todas as vezes que quiséssemos iluminar nossa sala, uma vez que hoje, com a automação, podemos bater palmas e a luz surgir.

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Texto: Larissa Olsen – Designer Lighting (IPOG)

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